Setor da beleza reage contra proposta de separação entre estética e beleza em reunião emergencial
- prosperitatecontab
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O presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi, liderou uma reunião emergencial com representantes do setor da beleza e estética para discutir os impactos de movimentos políticos e institucionais que defendem a separação jurídica entre as áreas de estética, cosmetologia e beleza no Brasil.
O encontro reuniu integrantes dos Conselhos Pró-Beleza, Beleza Patronal e da ABSB (Associação Brasileira do Setor da Beleza), que demonstraram preocupação com possíveis mudanças na regulamentação do segmento. Durante a reunião, Michelasi assumiu protagonismo nas discussões e reforçou a defesa da unificação histórica entre estética e beleza.
Segundo os participantes, a tentativa de separar as atividades não representa a realidade do mercado e pode gerar graves consequências financeiras e operacionais para profissionais e empresas do setor.
Entre os principais pontos debatidos esteve o impacto tributário que uma eventual divisão poderia causar. As lideranças afirmaram que clínicas e profissionais da estética poderiam perder benefícios previstos na Lei do Salão Parceiro, provocando aumento expressivo da carga tributária. De acordo com o grupo, existem estimativas de reajustes superiores a 200% em determinados enquadramentos fiscais.
Márcio Michelasi destacou ainda que a Receita Federal já reconhece a integração entre as áreas por meio do CNAE 9602-5, utilizado para enquadrar atividades relacionadas à beleza e estética. Para ele, uma mudança estrutural abriria espaço para insegurança jurídica e aumento da burocracia em todo o segmento.
Nos últimos dias, Michelasi também reforçou seu posicionamento nas redes sociais. Em uma publicação no Instagram, o presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza afirmou que “estética é, por definição legal, tratamento de beleza” e criticou tentativas de dissociar o setor da sua origem histórica. No texto, ele destacou que atividades ligadas à beleza envolvem formação técnica, científica e responsabilidade profissional, citando áreas como cosmetologia, tricologia, bioquímica, visagismo, terapia capilar, dermatologia básica e anatomia facial.
Na publicação, Michelasi ainda afirmou que “não existe estética sem beleza, e não existe mercado estético sem a cadeia produtiva que nasceu dentro dos salões, institutos e centros de beleza”, defendendo o fortalecimento do setor de forma integrada e criticando discursos que, segundo ele, diminuem a importância da beleza dentro do próprio mercado estético.
Outro tema abordado durante a reunião foi a formação híbrida dos profissionais da área. Esteticistas, cosmetólogos e especialistas em imagem pessoal atuam de maneira integrada em serviços ligados à pele, cabelo, corpo e bem-estar, o que, segundo os representantes, inviabiliza uma separação prática entre as profissões.
Os participantes também defenderam que estética e beleza possuem impacto direto na saúde física e emocional da população. A atuação de profissionais da estética em clínicas médicas, hospitais e tratamentos complementares foi utilizada como exemplo da conexão entre o setor e a área da saúde.
Durante o encontro, os representantes criticaram o que classificaram como uma “falsa divisão” impulsionada por interesses políticos e sindicais. Segundo o grupo, a proposta ignora a interdependência existente entre os serviços e ameaça a estabilidade econômica de milhares de trabalhadores.
Ao final da reunião, Márcio Michelasi fez um chamado à união nacional da categoria e afirmou que o setor pretende intensificar o diálogo em Brasília para impedir mudanças que possam comprometer a estrutura atual da beleza e estética no país.
“Estamos defendendo não apenas uma categoria, mas toda uma cadeia econômica construída historicamente de forma integrada. Separar beleza e estética é criar um problema gigantesco para profissionais, empresas e consumidores”, destacou Michelasi durante o encontro.




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